
Lady Gaga usa Valentino.
O Greenpeace Itália classificou marcas italianas de alta-costura com base em uma pesquisa sobre três seções das cadeias de fornecimento global das grifes: couro, papel e celulose, e poluição tóxica da água
Em uma nova ação pela sustentabilidade industrial, o grupo ambientalista Greenpeace fez uma pesquisa com grandes marcas italianas do mundo da moda e listou o desempenho destas grifes de luxo de acordo com suas políticas e compromissos com a produção limpa e sustentável.
Grandes marcas italianas da alta-costura foram convidadas a responder o questionário da ONG, com 25 tópicos em torno de três seções:
1. Política de compra de couro, se as peles são provenientes de criações de gado ligadas ao desmatamento de florestas;
2. Origem da celulose usada para fazer embalagens de papel e se também ocasionou a derrubada ilegal de árvores;
3. Qualidade da produção têxtil, para avaliar, por exemplo, o uso de produtos químicos perigosos que possam comprometer os recursos hídricos.
Veja aqui um PDF com a apresentação do relatórioQuem lidera o ranking, apresentando um desempenho “bom” é a grife italiana Valentino.
Valentino
De acordo com o Greenpeace, a
marca é transparente sobre seu compromisso com a implementação de políticas de desmatamento zero para o couro e embalagens e procura
reduzir ao máximo o impacto ambiental da sua produção de tecidos.
Armani
Segunda colocada no ranking, a grife de
Giorgio Armani respondeu apenas parcialmente e com um baixo grau de transparência o questionário, segundo o Greenpeace, embora demonstre comprometimento com a compra responsável de couro e da celulose para fabricação de embalagens, a
marca não se posiciona a respeito do uso de produtos químicos nas suas roupas que possam contaminar recursos hídricos em sua produção.
Gucci
A italiana
Gucci também está comprometida com políticas que garantam a sustentabilidade de suas matérias-primas. Para alcançar um desempenho mais exemplar, no entanto, a marca precisa abraçar metas de desintoxicação do processo fabril de seus tecidos.
Ermenegildo Zegna
A marca de luxo italiana
Ermenegildo Zegna é outra de desempenho mediano quando o assunto é meio ambiente, na avaliação do Greenpeace. A principal crítica feita pela ONG é que a grife ainda não se juntou à campanha de desintoxicação do Greenpeace, Detox.
Versace
A grife de alta-costura comandada por
Donatella Versace se empenha em garantir a sustentabilidade da origem do papel que usa em suas embalagens e também do couro. Entretanto, segundo o Greenpeace, a marca ainda não se comprometeu em colocar em prática a política de desmatamento zero e o programa Detox
Salvatore Ferragamo
Famosa por suas bolsas e sapatos ostentados por beldades como
Marilyn Monroe, Audrey Hepburn e Claudia Schiffer, a grife italiana
Salvatore Ferragamo não convence quando o assunto é meio ambiente. Segundo o Greenpeace, apesar da marca demonstrar preocupação com a origem do papel de suas embalagens, ela ainda carece de um compromisso pelo Desmatamento Zero e pela eliminação de produtos químicos perigosos na fabricação dos tecidos.
Roberto Cavalli
De acordo com o Greenpeace, a grife de alta-costura
Roberto Cavalli não forneceu respostas concretas para a pesquisa, tampouco assinou compromissos de desmatamento zero. De acordo com a ONG, “não há garantia de que a empresa possua políticas que asseguram o respeito às florestas e aos recursos hídricos”.
Alberta Ferretti
A lista de marcas
reprovadas pelo Greenpeace começa com
Alberta Ferretti. Especializada em roupas da moda feminina, a grife
não respondeu ao questionário,”recusando-se a compartilhar” informações sobre sua política de compra de couro e celulose e uso de produtos tóxicos na produção têxtil.
Dolce & Gabbana
Outra grife de alta-costura criticada foi a
Dolce & Gabbana. Segundo o Greenpeace, a marca “não respondeu” ao questionário, o que, segundo a ONG, demonstra
falta de transparência com os consumidores sobre sua política ambiental.
Prada
Símbolo de luxo e status, a grife italiana
Prada está longe de ser considerada
ecofriendly, segundo a ONG ambientalista. Como suas antecessoras no ranking, a marca não respondeu ao questionário sobre política ambiental.
Trussardi
Fechando a lista de grifes de alta-costura menos verdes, aparece a
Trussardi. O mau desempenho deve-se à recusa da marca em responder o questionário de política ambiental, o que, segundo o Greenpeace, demonstra falta de compromisso e transparência com os consumidores.
Fonte: Vanessa Barbos (revista Exame)